Posso falar de uma coisa em que eu sou viciada? Música de gente como a gente, que vai pra faculdade de manhã e o professor só sabe o nome porque leu na caderneta, compra o pão ali na padaria da esquina sem paparazzi esperando do lado de fora, reúne a família toda para assistir o vídeo do show da noite passada. É, esses músicos mesmo que economizam meses a fio para pagar algumas horinhas no estúdio. Sabe por quê? Porque é um som autêntico, passional e preocupado com o que importa de verdade: o prazer em fazer música, pura e simplesmente.
São nos trabalhos independentes que as bandas resolvem transpor a barreira do anonimato e por seu talento à mercê da aprovação do mundo todo. Quando eu digo mundo, eu não estou exagerando, não. A internet mudou tanto o jeito de fazer como o de conhecer música. O cenário brasileiro está efervescendo. Eu gostaria de compartilhar com vocês o que corresponde a um pedaço minúsculo de tudo o que está surgindo musicalmente no Brasil por esses tempos. Vamos viajar?
Em Goiás, recomendo a Black Drawing Chalks fazendo rock bem no meio da terra do sertanejo. Num som cru, contagiante e de pegada setentista, que tem influências desde clássicos como Black Sabbath e Led Zeppelin até bandas 00’s como Kings of Leon, a Black Drawing Chalks fala, como eles mesmo confessam, de bebida e mulheres. É um som “to drink and fuck” que libera em nós os instintos mais caóticos possíveis. Quer experimentar? Feche os olhos e escute ‘Girl I’ve Come To Lay You Down’. Não dá vontade de tirar a roupa? Pois é. Os garotos são tão bons que a revista Rolling Stones listou a música “My Favorite Way” como a melhor nacional de 2009. O som deles ultrapassa os ouvidos e ataca inclusive os nossos olhos, numa explosão de cores, mulheres e guitarras, sinestesiando a experiência de ouvi-los com os seus trabalhos gráficos igualmente primorosos.
Partindo lá pra Curitiba, nós podemos encontrar os meninos da Sabonetes. Olha, essa banda me conquistou de primeira com seu power-pop-noise-rock-samba-dançante-elétrico. As notas entrecortadas parecem que perdem o fôlego e saem nadando de um ouvido para o outro, como que fugindo da nossa percepção. Uma hora elas estão lá, em outra, não. Dá adrenalina perseguir a música desses caras. É uma montanha-russa de sensações mergulhada em letras que vão te fazer cantarolar no ônibus, no banho e até preparando aquele café de 6 horas da manhã. O ritmo muda assim, num piscar de olhos, e te arrasta para um vácuo no qual só cabe o que seu ouvido estiver sentindo: Os Sabonetes. Ouvindo os caras você pode perceber a clara influência das bandas gringas da atualidade, como Franz Ferdinand. Aliás, eles gostam muito do quarteto escorcês. Eu pude comprovar.
Tá frio aqui, né? Vamos esquentar com uma banda piauiense. Eu ainda não entendi o que é a Validuaté. Mesmo. Só que meus ouvidos me alarmaram logo quando eu escutei: Uou, isso é bom! Tem de tudo nessa feira. Tem riso, carne, pandeiro e cavaquinho, distorção, aquela tia de batom vermelho desbotado escutando Oswaldo Bezerra, maresia, açúcar e afeto, beijo molhado no cinema, dois pra lá, dois pra cá, corrente de ouro no peito cabeludo de um caminhoneiro, brega. A sonoridade peculiar da Validuaté me deixou tonta. As influências entranhadas no coração popular, cavadas no samba de raiz, nas cantoras de rádio, nas crendices populares, no mangue, na guitarra elétrica, se misturam como numa aquarela de acordes e palavras que só nos faz querer colar o rosto e bailar como se não houvesse ninguém reparando. Quem é que manda a mulher ir pra Timon? A Validuaté, ué.
Comecei com rockeirice? Pois vou finalizar, querendo escrever sobre mais 300 bandas, com isso mesmo. Com rock. Simplesmente. Quem vai me ajudar é a banda Rock Rocket lá de São Paulo. Confesso que não sei se berro ‘Puro Amor Em Alto Mar’ ou escrevo sobre eles. Para começar, é sujo. Tem sangue. Tem cerveja. Tem sexo. Parece um boteco de esquina na Augusta. Os garotos desse foguete barulhento bebem na fonte do rockabilly honky tonk, do punk cuspido e escarrado nas ruas de Londres, do rock’n’roll sessentista e setentista, e do Garage Rock. E eles bebem cerveja barata também, claro. Eles gostam de Stooges, de Clash, de Ramones, de New York Dolls, de Rolling Stones. Os caras são badernistas, mesmo. Fumam maconha na estrada, tomam copos de tequila e cerveja na veia, querem a minha garrafa de gim e um boquete para dormir. O som do Rock Rocket é tipo um interruptor ligado para pular e brigar e provocar o caos. Rock Rocket, por um rock’n’roll mais alcoólatra e inconseqüente.
Escutei o trabalho de cada uma das bandas enquanto falava sobre elas. Então vocês puderam captar em primeira mão o que meus ouvidos quiseram escrever, sem filtros, sem pudores, num automatismo psíquico digno de Breton. Sintam o mesmo que eu, ou até algo totalmente diferente. E aproveitem e garimpem mais bandas, porque o Brasil está cheio de tesouros sonoros escondidos nos lugares mais inesperados possíveis. Vai que existe até uma banda de tupi-maracá-rock no meio da Amazônia que eu nunca ouvi falar. Seria uma boa, hein.
Links das bandas:
http://www.myspace.com/blackdrawingchalks
http://www.myspace.com/sabonetes
http://www.myspace.com/validuate
http://www.myspace.com/rockrocketbr
terça-feira, 18 de maio de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Another weekend without make-up

Ok ok, já que minhas amadas pipoquinhas resolveram largar nosso blog de mão, eu apareci pra dar (ou pelo menos tentar dar) um up por aqui. Nem que seja pra falar sobre algumas futilidades da vida.
E hoje o assunto vai ser: make-up!
Eu assumo, se eu tenho um vício na vida, ele se chama maquiagem. E é por isso que cá estou eu, para dar uma dica pra vocês, meninas, que querem aprender a fazer um make diferente, tanto pro dia-a-dia quanto pra night. Já tem um tempinho que eu descobri, fuçando o YouTube, essa pessoa chamada Lu Schievano. Apesar dela ser meio chatinha e ter mil caras e bocas na frente do espelho, dá pra ter umas boas idéias com as dicas que ela dá.
Tem uma infinidade de vídeos na página dela do YouTube, que vão desde preparação da pele a makes mais elaborados e exagerados.
Ok, você deve estar pensando: "sim, mas como fazer se eu não tenho metade das maquiagens e pincéis que ela tem?!" Aí, eu digo: improvise, minha cara. Misture cores, maquiagens coloridas estão 'super em alta' (como diria minha amada Dié). E trate de ir investindo em pincéis, eles fazem muita diferença no look e duram mais tempo que um cotonete né?!
Aqui embaixo vai um dos meus vídeos preferidos: Make-up com rosa pink e o velho pretão.
Música: Weekend Without Make-up - The Long Blondes
PriSampaio.
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