Parece pipoca, mas na verdade são nuvens e arco-íris

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Sem açucar, sem afeto

Eu nunca coube nessa cidade. Eu nunca coube nessas pessoas. Eu nunca coube em lugar nenhum. Meus pés não pousam nas pegadas de nenhum de vocês. Só nas minhas.
Os erros vem e vão, como uma locomotiva que saiu do trilho, mas que fatalmente voltará ao seu lugar. Erros rasgam a monocromia da vida sem pudor e desmancham caminhos e desbravam fronteiras e soterram planos e brotam escadas e janelas. Erros, meus caros, são os dentes do homem em sua própria carne, a cicatriz pulsante que se tranforma em troféu. Em salto. Em beijo.

Sou dona dessas sinapses que se tranformam em correntes que se tranformam em movimentos mecânicos do corpo que se tranformam em palavras. Eu sou feita de palavras. Das feias. Das sujas. Das belas. Não me importo em emporcalhá-las e revirá-las do avesso e decapitá-las. Não hesito em passar-lhes perfume e arrumar-lhes um laço de fita no cabelo. Minha vida, meus caros, é meu roteiro. De mais ninguém.

Essa gente teima em querer me agarrar pelos calcanhares e censurar meus vestidos e mudar meus discos de lugar. Não sabem que eu não quero ser um volante. Eu quero guiar. Eu aperto meus próprios botões. Eu uso fones de ouvido para não contaminar minhas canções com o asco do mundo. Eu ando em minha própria linha e a mudo na direção que eu quiser. Se eu quiser alçá-la ao céu, se eu quiser riscá-la até o litoral e ainda que eu queira findá-la na sarjeta, eu sou dona desse andar.

Não tentem, pois, segurar-me pelos pulsos e sacudir-me. Vocês são feitos de opiniões. Essas opiniões hipócritas, que violam, que arranham, que arrancam os cabelos do que não lhes pertencem. Lembrem-se, vocês são apenas pessoas, e pessoas, meus caros, já não lapidam meus tesouros a muito tempo.

Já tenho muitos moinhos de vento para vencer, e não falsos heróis irradiando moralismos derrotados. Vocês não são o bastante. Não para mim.

Quem quiser que tape os ouvidos, feche os olhos, bata em retirada. Meu bloco vai passar por esta avenida e quem não tomar agrado pelas minhas claves de sol, procure claves de fá em outra freguesia.

terça-feira, 18 de maio de 2010

De um ouvido pro outro

Posso falar de uma coisa em que eu sou viciada? Música de gente como a gente, que vai pra faculdade de manhã e o professor só sabe o nome porque leu na caderneta, compra o pão ali na padaria da esquina sem paparazzi esperando do lado de fora, reúne a família toda para assistir o vídeo do show da noite passada. É, esses músicos mesmo que economizam meses a fio para pagar algumas horinhas no estúdio. Sabe por quê? Porque é um som autêntico, passional e preocupado com o que importa de verdade: o prazer em fazer música, pura e simplesmente.
São nos trabalhos independentes que as bandas resolvem transpor a barreira do anonimato e por seu talento à mercê da aprovação do mundo todo. Quando eu digo mundo, eu não estou exagerando, não. A internet mudou tanto o jeito de fazer como o de conhecer música. O cenário brasileiro está efervescendo. Eu gostaria de compartilhar com vocês o que corresponde a um pedaço minúsculo de tudo o que está surgindo musicalmente no Brasil por esses tempos. Vamos viajar?
Em Goiás, recomendo a Black Drawing Chalks fazendo rock bem no meio da terra do sertanejo. Num som cru, contagiante e de pegada setentista, que tem influências desde clássicos como Black Sabbath e Led Zeppelin até bandas 00’s como Kings of Leon, a Black Drawing Chalks fala, como eles mesmo confessam, de bebida e mulheres. É um som “to drink and fuck” que libera em nós os instintos mais caóticos possíveis. Quer experimentar? Feche os olhos e escute ‘Girl I’ve Come To Lay You Down’. Não dá vontade de tirar a roupa? Pois é. Os garotos são tão bons que a revista Rolling Stones listou a música “My Favorite Way” como a melhor nacional de 2009. O som deles ultrapassa os ouvidos e ataca inclusive os nossos olhos, numa explosão de cores, mulheres e guitarras, sinestesiando a experiência de ouvi-los com os seus trabalhos gráficos igualmente primorosos.
Partindo lá pra Curitiba, nós podemos encontrar os meninos da Sabonetes. Olha, essa banda me conquistou de primeira com seu power-pop-noise-rock-samba-dançante-elétrico. As notas entrecortadas parecem que perdem o fôlego e saem nadando de um ouvido para o outro, como que fugindo da nossa percepção. Uma hora elas estão lá, em outra, não. Dá adrenalina perseguir a música desses caras. É uma montanha-russa de sensações mergulhada em letras que vão te fazer cantarolar no ônibus, no banho e até preparando aquele café de 6 horas da manhã. O ritmo muda assim, num piscar de olhos, e te arrasta para um vácuo no qual só cabe o que seu ouvido estiver sentindo: Os Sabonetes. Ouvindo os caras você pode perceber a clara influência das bandas gringas da atualidade, como Franz Ferdinand. Aliás, eles gostam muito do quarteto escorcês. Eu pude comprovar.
Tá frio aqui, né? Vamos esquentar com uma banda piauiense. Eu ainda não entendi o que é a Validuaté. Mesmo. Só que meus ouvidos me alarmaram logo quando eu escutei: Uou, isso é bom! Tem de tudo nessa feira. Tem riso, carne, pandeiro e cavaquinho, distorção, aquela tia de batom vermelho desbotado escutando Oswaldo Bezerra, maresia, açúcar e afeto, beijo molhado no cinema, dois pra lá, dois pra cá, corrente de ouro no peito cabeludo de um caminhoneiro, brega. A sonoridade peculiar da Validuaté me deixou tonta. As influências entranhadas no coração popular, cavadas no samba de raiz, nas cantoras de rádio, nas crendices populares, no mangue, na guitarra elétrica, se misturam como numa aquarela de acordes e palavras que só nos faz querer colar o rosto e bailar como se não houvesse ninguém reparando. Quem é que manda a mulher ir pra Timon? A Validuaté, ué.
Comecei com rockeirice? Pois vou finalizar, querendo escrever sobre mais 300 bandas, com isso mesmo. Com rock. Simplesmente. Quem vai me ajudar é a banda Rock Rocket lá de São Paulo. Confesso que não sei se berro ‘Puro Amor Em Alto Mar’ ou escrevo sobre eles. Para começar, é sujo. Tem sangue. Tem cerveja. Tem sexo. Parece um boteco de esquina na Augusta. Os garotos desse foguete barulhento bebem na fonte do rockabilly honky tonk, do punk cuspido e escarrado nas ruas de Londres, do rock’n’roll sessentista e setentista, e do Garage Rock. E eles bebem cerveja barata também, claro. Eles gostam de Stooges, de Clash, de Ramones, de New York Dolls, de Rolling Stones. Os caras são badernistas, mesmo. Fumam maconha na estrada, tomam copos de tequila e cerveja na veia, querem a minha garrafa de gim e um boquete para dormir. O som do Rock Rocket é tipo um interruptor ligado para pular e brigar e provocar o caos. Rock Rocket, por um rock’n’roll mais alcoólatra e inconseqüente.
Escutei o trabalho de cada uma das bandas enquanto falava sobre elas. Então vocês puderam captar em primeira mão o que meus ouvidos quiseram escrever, sem filtros, sem pudores, num automatismo psíquico digno de Breton. Sintam o mesmo que eu, ou até algo totalmente diferente. E aproveitem e garimpem mais bandas, porque o Brasil está cheio de tesouros sonoros escondidos nos lugares mais inesperados possíveis. Vai que existe até uma banda de tupi-maracá-rock no meio da Amazônia que eu nunca ouvi falar. Seria uma boa, hein.

Links das bandas:

http://www.myspace.com/blackdrawingchalks
http://www.myspace.com/sabonetes
http://www.myspace.com/validuate
http://www.myspace.com/rockrocketbr

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Another weekend without make-up


Ok ok, já que minhas amadas pipoquinhas resolveram largar nosso blog de mão, eu apareci pra dar (ou pelo menos tentar dar) um up por aqui. Nem que seja pra falar sobre algumas futilidades da vida.
E hoje o assunto vai ser: make-up!
Eu assumo, se eu tenho um vício na vida, ele se chama maquiagem. E é por isso que cá estou eu, para dar uma dica pra vocês, meninas, que querem aprender a fazer um make diferente, tanto pro dia-a-dia quanto pra night. Já tem um tempinho que eu descobri, fuçando o YouTube, essa pessoa chamada Lu Schievano. Apesar dela ser meio chatinha e ter mil caras e bocas na frente do espelho, dá pra ter umas boas idéias com as dicas que ela dá.
Tem uma infinidade de vídeos na página dela do YouTube, que vão desde preparação da pele a makes mais elaborados e exagerados.
Ok, você deve estar pensando: "sim, mas como fazer se eu não tenho metade das maquiagens e pincéis que ela tem?!" Aí, eu digo: improvise, minha cara. Misture cores, maquiagens coloridas estão 'super em alta' (como diria minha amada Dié). E trate de ir investindo em pincéis, eles fazem muita diferença no look e duram mais tempo que um cotonete né?!
Aqui embaixo vai um dos meus vídeos preferidos: Make-up com rosa pink e o velho pretão.


Música: Weekend Without Make-up - The Long Blondes

PriSampaio.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A crueza do chão, o alento da vela


Hoje eu fui assistir a um curta-metragem e meus pressentimentos me sussurravam que eu ia me impressionar. Eu já pude ver outros trabalhos desse diretor, que, por sinal, é maranhense, o Frederico Machado. E digo uma coisa, é impactante. Ele conseguiu me arrancar lágrimas com o primeiro trabalho dele que eu assisti, o Litania da Velha, baseado em um livro de sua mãe. Outro filme que eu vi desse diretor é o Infernos, que desfia sobre a personalidade desregulada e fascinante do poeta Nauro Machado, cravando nos olhos o inferno que é a mente do poeta e a cidade.
Então fui para lá certa de que esta seria uma experiência no mínimo emocionante. O filme em questão é um curta intitulado Vela ao Crucificado, baseado na obra homônima de Ubiratan Teixeira. É verdade que o roteiro não segue fielmente a obra literária. Eu entendi como uma continuação após o Luciano sair da cena desolado porque o patrão não se sensibilizou com a sua situação de ter perdido um filho e não ter como enterrá-lo.
O curta é simples, direto e bruto. Ele empurra a realidade para dentro de nossos olhos como um soco. Seco. Desesperado. Angustiante. Dá vontade de levantar da cadeira e sacodir aquela criança que jaz morta numa mesa no centro da sala, só para ver findar aquele sofrimento. Aquele fim de tudo. Nas cenas dentro da casinha de pau-a-pique da família, o outro irmão canta uma cantiga popular de forma desalentada e tosse e soluça. A canção martela em nosso ouvido e incomoda. Rasga. Aperta um laço etéreo ao redor de nossos ouvidos, como se os ouvidos fossem um pescoço exposto.
Quase não há diálogo. Somente o pensamento desolado do pai. O soluço da mãe. O cantar arrastado e entrecortado do irmão. O menino na mesa. E uma vela. Uma vela de cada vez.
Em vários momentos do filme eu senti os pêlos da minha nuca se eriçando. A sensibilidade ali aparece no avesso da candura. A sensibilidade do filme vem do tapa da dor. Da fisgada no peito. A crueza do chão engolindo o corpo rígido da criança. E da respiração pesada do pai enquanto encobre de terra o cadaverzinho enrolado em toalhas. Aquele arfar de quem perdeu um filho e joga a terra por cima de seu próprio espírito com ajuda da enxada sofrida. Cada grama de terra sufoca e desce sobre o peito do pai como toneladas.
O final, entretanto, é o que mais choca. Ouvir aqueles murros secos de derrota ainda martelam aqui em meus ouvidos.
O curta MERECE ser assistido e apreciado e merece reconhecimento aqui na terra em que ele foi filmado, uma vez que já foi exibido em várias mostras de cinema e inclusive já foi premiado. Não sei se a sessão foi única hoje, ou se ele vai ficar em exibição lá no Cine Praia Grande. Mas tô com dvd aqui. Qualquer coisa, peçam ;]
Segue aí o link do curta na página da Lume Filmes: http://www.lumefilmes.com.br/index.php?pg=show_criticas&id=80

Didis Oliveira.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Jóias Douradas...


Quem nunca pagou pau “praquela” bandinha super “fofis” e “dexcolada” do SUL ou do SUDESTE?Ou então aquelas bandas do exterior que ficam lá na caixa prego, ou minimamente na puta que pariu a esquerda?

Essa é uma pergunta onde com 99% (e a margem de erro de 1%) de certeza que eu afirmo: todo mundo fez, faz ou fará isso... Tiro por exemplo a minha pessoa, que é paga pau de uma banda de Goiânia, (que fica ali fazendo shows pelo sudeste) e de tantas outras bandas pelo Brasil afora... E de repente eu escuto na rádio num programa local , uma banda maranhense... Aliais uma não, 2 bandas maranhenses, fico impressionada pq o som deles é realmente bom, e eu só saberia que eles eram maranhenses, depois que a musica tinha acabado, eu já tinha me encantado.

Como maranhenses conseguem fazer um som tão bom.. foi o que pensei, pensamento imbecil, admito, mas foi o meu pensamento, não vou mentir.. O fato é que eu escutei uma frase muito interessante: “para de pagar pau pra maluquinho de fora”.. e isso me fez parar pra pensar que damos pouquíssimo valor as nossas bandas, aos nossos artistas, ou só damos valor depois que o país todo já deu atenção(¬¬, isso tbm vale para os artistas em nível nacional, onde só após reconhecimento internacional, são ovacionados no Brasil ¬¬²), a gente compra muito fácil o que vem de fora, e tem muita resistência em apenas aceitar o que é realmente nosso, como se o simples fato de ser do Maranhão tornasse o artista numa verdadeira shit, mostrando uma incapacidade qlqr.

Claro que temos as nossas deficiências, com a questão estrutural, técnica essas coisas, estamos longe de ser potencias como o Rio-SP que exportam seus artistas com uma “facilidade” imensa, mas pelo menos fico feliz em saber que alguns teimosos que não deixam a dificuldade se sobrepor a vontade, e estão aí.. fazendo seu som.. tocando nas rádios locais, nos bares, conquistando um público...
Todo o ponto desse post.. É ...Antes de prestigiar o que vem de fora.. procura conhecer só um pouquinho do que a TUA cidade oferece, isso vai ajudar bastante quem tem coisa boa pra mostrar e tu também consegue eliminar de uma vez o que não presta, mas só descarta depois de ouvir de conhecer.. “achismo”, nunca levou ngm a lugar nenhum.

@Carol_Vieira

By the way.. as músicas que me chamaram TANTA atenção, foram:

*Velttenz – Like a Velttenz.
*Diamante Gold – Um novo Sol.

E já que é pra pagar pau também tem os meninos da:
*Fúria Louca
*Megazinnes
*Radioteca
*Cão e as cadelas
*Bandeidis
*Radar SLZ
E você ainda pode descobrir outras e me contar depois ^^ ..

domingo, 4 de abril de 2010

Tomando moda no canudinho!

O que fazer quando ainda faltam 3 horas para o seu vôo sair, a Internet é 25 reais e o sono está corroendo seu corpo? Fácil! Escrever pela primeira vez no blog doido, criado com as amigas e com a intenção de abrir os olhos da população(ou uma parte bem pequena dela) para outras possibilidades de lazer, cultura e moda.
Ok, muito papo e pouco assunto(?), procurando sobre o que falar, tentei lembrar de temas ainda não abordados e que tenham uma ligação comigo.Olha lá onde eu fui parar...MODA! Pelas minhas andanças(que não são poucas, diga-se de passagem) por ruelas, ruas e avenidas de Caxias(?)- São Luis - São Paulo, algumas coisas me chamaram atenção.
Nós, nordestinos,sempre estamos atrasados em relação a moda, afinal ficar perto do equador e não ter as 4 estações do ano bem definidas atrapalha bastante, por exemplo: o cinza e o preto imperam em todas as lojas de São Paulo, mas me diga como usar essas coisas “PHYNAS” em um calor de meio dia em São Luis do Mará? Entãooo...nada melhor do que falar de uma coisa que não importa onde você mora,procria,estuda ou vegeta...você vai ter que usar:SAPATOS: ) !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Simmmmmmmmmm, essa felicidade toda é por causa deles.
O primeiro é o sneaker , um ar despojado-largado-pop-divertido, virou moda total!Grandes marcas como nike, adidas, all star já tinham feito tênis a la esse estilo, agora chegou a vez de marcas mais elitizadas também aderirem a moda.Coloridos, DIXCOLADOS e peças coringas do guarda-roupa , os sneakers são considerados a grande pedida do momento, tanto para homem quanto para mulher.Encontrados facilmente em lojas especializadas em venda de tênis e afins.Só uma coisa a dizer: SE JOGA!




A segunda dica é para as mulheres guerreiras, baderneiras e que não se submetem a macho ,mano!Ao olhar o sapato, sempre me vem uma idéia feminista na cabeça.Pensando no conforto, no trabalho e não deixando o glamour e o poder da moda de lado, os sapatos Oxford também estão em altíiiissimaa e com puro charme! Com saia rodada, calça jeans, shorts, enfim...com o que vier na cabeça, o sapato deixa o clima da roupa formal e divertido ao mesmo tempo.Com a moda boyfriend em tudo, os sapatos Oxford não podiam ficar de fora,tanto que o M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O Alexandre Herchcovitch junto a Melissa criou o modelito em 4 cores super phynas, difícil escolher com qual ficar( fiquei meia hora com cada cor no meu pé, acabei ficando com o coringa preto e branco) e podem ser encontrados em lojas que vendem Melissa.A Guapa Loca, Arezzo e outras sapatarias famosas já entraram na onda, fizeram o seu modelo usando como base o sapato Oxford e já estão vendendo também.Só mais uma coisa a dizer:SE JOGA COM TUDO!!!




Antes de qualquer questionamento, ter ligação com a moda não quer dizer que eu entenda plenamente da mesma, apenas curto muito e ponto.
Ahhh e até agora não sei o motivo de colocar Caxias ali em cima, um dia eu descubro.Afinal, ser a Lady Gaga de lá tá me tirando o sono.

cheiro,Dieh

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Feriados estranhos, Cheztas, viagens, e falta do que fazer...


Ah, a Páscoa. Época de se empanturrar de chocolate, ver crianças com focinhos e bigodes de coelho pintados na cara, não comer carne e...er, comemorar algum feito de Jesus Cristo aí que minha falta de interesse religioso me permitiu esquecer. Ah é, eu acho que tem alguma coisa a ver com a morte e a reissurreição Dele. Posso blasfemar? RERE, que podre comemorar tudo na mesma semana, ein? Por que temos mais dias de folga no Carnaval que na Páscoa? E afinal de contas, POR QUE DEABOS CARNAVAL É FERIADO? Cristãos, universitários de plantão e freirinha pilantra aí do lado, por favor, se pronuciem.

Eu acho muito engraçado aqui no Brasil. Tem feriado a torto e a direito. É feriado estadual, federal, municipal... Tem feriado até pra Madre Tereza da Igrejinha do Sacavém, caramba! A

galera se aproveita dos pobres santos pra vagabundar e fazer festa. Uma esculhambação só. Mas eu não sou hipócrita de falar que me incomodo com isso. Claro que não me incomodo de perder 3 dias de aula (no mínimo) por mês, só por causa de algum feriado tonto da Nossa Senhora da Bicicletinha Azul.

Bom, vocês devem estar se pergutando “por que deabos essa garota louca está fazendo um post sobre religião e feriados santos?!” Bom, na verdade isso foi só um pretexto pra eu falar do que realmente interessa: O Feriadão!

Para a minha profunda tristeza, eu irei me ausentar da ilha esse feriado. É que minha amada família resolveu se reunir toda e visitar os vovôs e vovós num maldito interior chamado Bacabal (lê-se Fim do Mundo). Resumindo, vou passar 3 dias da minha vida sendo comida viva por mosquitos do tamanho de melancias, ouvindo meus primos barulhentos e catarrentos reclamando que querem comer mais chocolate, e perdendo toda a ‘agitação’ da cidade no feriado (woo-hoo).

É, o final foi irônico, mas eu de fato estou chateada por estar perdendo uma chezta no nosso amado Bar Chez Moi. Ouvi dizer que essa sexta lá vai ter Venice e Radar Slz. Bom, pra ser sincera eu não sei muito sobre nenhuma das bandas. A Venice eu já assisti uma vez, e posso dizer que o estilo deles é bem peculiar, pois além da vocalista ser uma garota (coisa que não é muito lá do meu agrado, mas há quem goste né?!) ele tocam de Muse a Foo Fighters, animando bastante a galere. A Radar eu nunca ouvi, ou pelo menos eu acho que não, mas como Chez é Chez, e o Ambiente Infinity estará lá para não deixar as coisas esfriarem (até porque é um pouco difícil alguma coisa esfriar ali, viu?!), eu nem tenho dúvidas que essa vai ser mais uma Chezta daquelas (o que me deprime só de pensar que eu não estarei lá pra tomar meus queimandos e Yplatônicos da vida).

A minha esperança é que eu já esteja de volta no sábado. Afinal tem Chez de novo, e dessa vez com Samba lê-lê. Vai ser chegar em casa, trocar de roupa, colocar a rasteira no pé e sambar com os dedinhos indicadores levantados como a Didis Oliveira. Ou, pra quem preferir, ainda tem show da Ivetchi em algum lugar que, me perdoem, eu prefiro não saber...

É gente, eu juro como a minha maior vontade era ter mil opções de coisas legais pra fazer no feriado, mas o que eu digo a vocês é: ter, até tem, eu só não começo a listar tudo o que tem pra fazer na cidade porque sinceramente não acho que nossos leitores (ou pseudo-leitores) se interessem por er... pagode na cohab no maior astral no Pirata Beach, né?! Afinal, falar do show da Ivetchi já foi muito pra minha pobre cabeça.

É, eu me prolonguei mais do que gostaria e acabei não chegando a lugar nenhum. Mas precisava extravazar um pouco a minha louca vontade de ficar na cidade, nesse feriado. Como não será possível, talvez eu ainda escreva um pouco sobre meu feriado em família, no interior, com calor e crianças suadas ao meu redor. Isso porque eu ainda nem comentei que perdi meu fone de ouvido né?! Pois é, perdi. Então, me desejem sorte, amigos.

Ah é, e bom feriado para você, para o seu pai, sua mãe, para a Xuxa e para a Sasha.

PriSampaio.

quarta-feira, 31 de março de 2010

O Clube do Filme


Feriadão a vista, nada melhor que filmes e livros pra passar o tempo e fugir um pouco da realidade do dia-a-dia, né?! A minha dica de hoje vai unir tudo isso em um só pacote. Escrito por David Gilmour, o livro se chama “O Clube do Filme”, e é pequenininho, tem só 239 páginas, e a história é tão envolvente que quando você se der conta, já vai estar no fim.
Bom, basicamente, o livro é narrado em primeira pessoa e conta a história de um pai (o autor) que decidiu educar seu filho de uma forma, digamos, um tanto quanto peculiar (leia sinopse completa aqui).Após receber a notícia de que seu filho de 15 anos pretendia largar os estudos, David propõe uma forma diferente de aprendizado: eles iriam, juntos, assistir a 3 filmes por semana, todos escolhidos pelo pai (ah se eu tivesse um pai igual a esse).
E o que eu mais gosto desse livro, é que além dele contar a reação do filho dele a cada filme, e toda a discussão envolvida, ele também faz criticas sobre os filmes no livro. E tem de tudo: de Psicose a Instinto Selvagem, de Reis do Iê Iê Iês a Show Girls, O Iluminado, Ladrões de Bicicletas, clássicos de Tarantino, Hitchcock, Woody Allen, enfim, é uma infinidade de filmes, para todos os gostos. E é realmente interessante ele contando as histórias dos atores, diretores, roteiros, que há por trás de cada filme, afinal o David Gilmour é critico de cinema e escritor (e por mais que eu odeie essa raça de criticos, admito que ele sabe das coisas).
Outra coisa legal nesse livro, é que você pode ler ele aos pouquinhos, acompanhando o clube do filme, e vendo cada filme que ele comenta (a Didis vai fazer isso quando ela resolver criar coragem de ler o livro). Mas se você é, assim como eu, e não aguenta ler livro por partes, e ainda assim quer ver os filmes, não tem problema, no final do livro tem a Filmografia com todos os filmes que eles viram e seus respectivos nomes originais, ano e diretor.
É, essa foi a leitura mais casual, porém uma das melhores, que eu tive no ano passado. A história é super cativante, é aquelas coisas de pai e filho que você só acha que vai ver em filmes, mas que não foge da realidade (o autor foi bastante sincero ao tratar dos problemas que ocorreram durante esse período), afinal, permitir que um adolescente largue a escola pra mostrar filmes para ele não parece a forma mais didática de criar um filho. Mas deu certo, tão certo que esse livro foi uma das coisas que mais me ensinou algo sobre a vida nos últimos tempos.
Então, aproveitem e boa leitura. (ah, e bom filme também!)

PriSampaio.

terça-feira, 30 de março de 2010

Hello Daddy, Hello Mom


Quando eu soube que iria estrear um filme sobre o "The Runaways", eu não contive minha euforia. Porque se tem uma coisa que eu gosto mais do que escutar um hardrockzão farofa, é escutar um hardrockzão farofa de uma banda composta só de bad motherfuckers mulheres. Além do mais, eu confesso ter uma verdadeira queda em relação a filmes rockstars meio anos 70/80 (pra quem nunca viu nada do gênero, eu indicaria "Rockstar", "Almost Famous" e "Velvet Goldmine").
Mas, enfim, voltando ao assunto, eu, na minha extrema euforia fui "googlear" e saber mais um pouco sobre o filme, quem estava produzindo, quem iria estrelar, data de estréia e todo o resto. E qual a minha surpresa quando a primeira coisa que eu leio é "Kristen Stewart no papel de Joan Jett e Dakota Fanning como Cherie Currie". Como assim? A garota tonta e estranha de Crepúsculo fazendo o papel da mulher mais foda do rock e a loirinha tontinha que é até boa atriz, mas que eu ainda prefiro ela como filha de um autista do que no papel da vocalista tresloucada, bêbada e drogada, da girlpower band mais foda de todos os tempos?!
É, não preciso expressar mais minha decepção né?! Isso, porque eu ainda nem tinha lido sobre o fato de que a deusa Lita Ford será nada mais que uma coadjuvante.
Então, pensei comigo mesma, já entendi sobre o que vai ser o filme:"duas 'roqueiras' (odeio esse adjetivo) de 16 anos, lideres de uma das bandas mais loucas dos anos 70, descobrindo um mundo de sexo, drogas e rock n' roll". Nossa, eu até consegui imaginar o narrador da Sessão da Tarde falando isso.
Mas, ok, suponhamos que o filme seja bom e eles consigam adaptar um roteiro legal (afinal a Joan Jett é que está por trás de tudo) e consigam transformar milagrosamente essas duas moçoilas em boas atrizes (não que a Dakota Fanning não seja, mas já expressei a minha opinião sobre ela acima), pelo que eu já vi, eles estão caprichando bastante no figurino e na produção em geral. Na verdade, eu sou preconceituosa sim, mas estou dando o braço a torcer, pelo menos nesse quesito. Eu não acho que o filme será ruim, não acho mesmo. Definitivamente será uma super produção, aclamada pela mídia (pela mídia, eu disse, críticos são outraa história). O que me preocupa é o roteiro, e a direção. Pelo que eu vi, a diretora é uma novata em longa metragem e só tem experiência com clipes de bandas de rock famosas.
É, o que nos resta é esperar pra ver. Ao que tudo indica, o filme tem previsão para estreiar dia 21 de Maio de 2010, aqui no Brasil.
Aqui o trailler do filme, legendado em português, pra vocês.

Pri Sampaio.

sábado, 27 de março de 2010

Sábado em casa,a pedida é música.


O negócio comigo é música, a boa música, seja ela o estilo que for.. pop, rock, samba, funk, o espaço está aberto, e as opções infinitas.
Nesse sábado, o cansaço de uma viagem nos manteve em casa, mas sem perder a animação, logo a minha primeira indicação vai ser o cd desse meu sábado a tarde/noite..
La Roux, não conhece ainda? Aí uma breve apresentação:

La Roux
é um dueto inglês de electropop formado em 2008 por Elly Jackson e Ben Langmaid.

Essa dupla vem tomando espaço nas paradas britânicas e americana, e vale a pena conferir.. serve tanto para um esquenta antes de sair(com músicas mais eletrônicas-dançantes), quanto para aproveitar num fim de sábado em casa
com a levada mais leve das baladas românticas que não perdem a identidade eletrônica.

La Roux, para um UP na sua noite, seja ela qual for.

;)




Como utilizar seus braços?


Como chegar cedo em um lugar cheio de pessoas desconhecidas e ser graciosa? Eu não consigo. Eu tento fazer de tudo: boto meus óculos escuros, ligo o mp3 e finjo que tô escutando a música, aí já acho que todo mundo tá prestando atenção em mim escutando a música, desligo o mp3, olho pro céu, balanço o pé direito, evito contato visual com estranhos... Nada disso funciona. Eu sou a pessoa mais desengonçada da minha vida. Claro, a vida é minha, mas mesmo que fosse a sua, eu continuaria sendo o maior fracasso social dela. Certeza.
Pior é quando um estranho vem conversar com você. Eu sempre acho que passo a impressão pras pessoas de que eu sou um E.T. Não tem como agir como humana nessa situação. Para mim é um suplício eterno de tortura.
Cidadão mexendo a boca de forma inconclusiva e olhando para mim.
"Ele tá falando comigo?"
Tiro o fone.
- Oi, você veio aula passada?
Droga, lá vem a superestimada interação social. Sempre penso em fugir disso fazendo sinais da linguagem de surdos-mudos.

Mas tem uma coisa que é pior que isso tudo. Eu tenho um sério problema com os meus braços quando estou sendo exposta ao campo de visão de outras pessoas. Tem coisa mais sem glamour que braços que não estão sendo utilizados? Eles ficam lá, parados, suspensos no ar. Dá agonia. Hoje o meu professor me chamou para ficar em frente a uma câmera, parada. Se caísse um avião em cima de mim, eu daria um beijo na boca de Deus. Cruzei os braços. "Não, não cruza esses braços, não". Resolvi colocar a mão no bolso. "PORRA, MÃO NO BOLSO?" Botei a mão pra trás da costa. "Não, você não está em campo cantando o hino nacional, Ariadne". Botei a mão no queixo. Depois arranquei meus braços. Brincadeira.
Se algum dia você me olhar assim, desconfortável, sem saber aonde colocar os braços, seja um bom amigo, corte-os fora.
Ps: Não tô pregando mutilação dos meus membros superiores aqui, não. Até porque minhas amigas ririam de mim se eu fosse aleijada. E é possível até que uma delas quisesse me pegar.
Ps2: Ah, esqueci de dizer que odeio braços de outras pessoas também. Eles resolveram FUDER COM A VIDA de todas as fotos que eu tirei no show.

Sentimento loser de hoje desabafado. Abraços.

Didis Oliveira.

sexta-feira, 26 de março de 2010

3... 2... 1... Malzetov!


E era o fim da tarde numa poltrona da Starbucks. O café já tinha feito efeito, pelo menos em duas de nós. Eu gosto de filmes. A Carol quer ser Dj. A Diessika vê nuvens e arco-íris. A Pri trabalha no suprimento de substâncias alucinógenas. Brincadeira. A última parte, pelo menos. Ou não.
Enfim, lá a gente falou de coisa séria, de gente nadando em merda (literalmente), fez gestos obcenos, questionou a heterossexualidade dos passantes, e, entre uma gargalhada e outra, se deu conta de que na nossa cidade não tem gente bonita e descolada que pisca e aponta com o dedo para os conhecidos na rua. Mentira, isso tem aos montes. A parte de ser bonita e descolada não.
A gente se deu conta de que ia ser divertido ter um blog pra falar o que vier na telha. Mostrar o que é legal pra gente nessa cidade, rir, falar de filme, falar de música, fotografar, e fazer uma campanha massiva de doação para voltar para São Paulo. Minha conta eu coloco no próximo post. Sério.
E me respondam: No que é que vocês pensam quando falam 'Pipoca Lúdica'?

Didis Oliveira.

B.B. King e Eric Clapton - three o'clock blues