
Feriadão a vista, nada melhor que filmes e livros pra passar o tempo e fugir um pouco da realidade do dia-a-dia, né?! A minha dica de hoje vai unir tudo isso em um só pacote. Escrito por David Gilmour, o livro se chama “O Clube do Filme”, e é pequenininho, tem só 239 páginas, e a história é tão envolvente que quando você se der conta, já vai estar no fim.
Bom, basicamente, o livro é narrado em primeira pessoa e conta a história de um pai (o autor) que decidiu educar seu filho de uma forma, digamos, um tanto quanto peculiar (leia sinopse completa aqui).Após receber a notícia de que seu filho de 15 anos pretendia largar os estudos, David propõe uma forma diferente de aprendizado: eles iriam, juntos, assistir a 3 filmes por semana, todos escolhidos pelo pai (ah se eu tivesse um pai igual a esse).
E o que eu mais gosto desse livro, é que além dele contar a reação do filho dele a cada filme, e toda a discussão envolvida, ele também faz criticas sobre os filmes no livro. E tem de tudo: de Psicose a Instinto Selvagem, de Reis do Iê Iê Iês a Show Girls, O Iluminado, Ladrões de Bicicletas, clássicos de Tarantino, Hitchcock, Woody Allen, enfim, é uma infinidade de filmes, para todos os gostos. E é realmente interessante ele contando as histórias dos atores, diretores, roteiros, que há por trás de cada filme, afinal o David Gilmour é critico de cinema e escritor (e por mais que eu odeie essa raça de criticos, admito que ele sabe das coisas).
Outra coisa legal nesse livro, é que você pode ler ele aos pouquinhos, acompanhando o clube do filme, e vendo cada filme que ele comenta (a Didis vai fazer isso quando ela resolver criar coragem de ler o livro). Mas se você é, assim como eu, e não aguenta ler livro por partes, e ainda assim quer ver os filmes, não tem problema, no final do livro tem a Filmografia com todos os filmes que eles viram e seus respectivos nomes originais, ano e diretor.
É, essa foi a leitura mais casual, porém uma das melhores, que eu tive no ano passado. A história é super cativante, é aquelas coisas de pai e filho que você só acha que vai ver em filmes, mas que não foge da realidade (o autor foi bastante sincero ao tratar dos problemas que ocorreram durante esse período), afinal, permitir que um adolescente largue a escola pra mostrar filmes para ele não parece a forma mais didática de criar um filho. Mas deu certo, tão certo que esse livro foi uma das coisas que mais me ensinou algo sobre a vida nos últimos tempos.
Então, aproveitem e boa leitura. (ah, e bom filme também!)
PriSampaio.

