Parece pipoca, mas na verdade são nuvens e arco-íris

quarta-feira, 31 de março de 2010

O Clube do Filme


Feriadão a vista, nada melhor que filmes e livros pra passar o tempo e fugir um pouco da realidade do dia-a-dia, né?! A minha dica de hoje vai unir tudo isso em um só pacote. Escrito por David Gilmour, o livro se chama “O Clube do Filme”, e é pequenininho, tem só 239 páginas, e a história é tão envolvente que quando você se der conta, já vai estar no fim.
Bom, basicamente, o livro é narrado em primeira pessoa e conta a história de um pai (o autor) que decidiu educar seu filho de uma forma, digamos, um tanto quanto peculiar (leia sinopse completa aqui).Após receber a notícia de que seu filho de 15 anos pretendia largar os estudos, David propõe uma forma diferente de aprendizado: eles iriam, juntos, assistir a 3 filmes por semana, todos escolhidos pelo pai (ah se eu tivesse um pai igual a esse).
E o que eu mais gosto desse livro, é que além dele contar a reação do filho dele a cada filme, e toda a discussão envolvida, ele também faz criticas sobre os filmes no livro. E tem de tudo: de Psicose a Instinto Selvagem, de Reis do Iê Iê Iês a Show Girls, O Iluminado, Ladrões de Bicicletas, clássicos de Tarantino, Hitchcock, Woody Allen, enfim, é uma infinidade de filmes, para todos os gostos. E é realmente interessante ele contando as histórias dos atores, diretores, roteiros, que há por trás de cada filme, afinal o David Gilmour é critico de cinema e escritor (e por mais que eu odeie essa raça de criticos, admito que ele sabe das coisas).
Outra coisa legal nesse livro, é que você pode ler ele aos pouquinhos, acompanhando o clube do filme, e vendo cada filme que ele comenta (a Didis vai fazer isso quando ela resolver criar coragem de ler o livro). Mas se você é, assim como eu, e não aguenta ler livro por partes, e ainda assim quer ver os filmes, não tem problema, no final do livro tem a Filmografia com todos os filmes que eles viram e seus respectivos nomes originais, ano e diretor.
É, essa foi a leitura mais casual, porém uma das melhores, que eu tive no ano passado. A história é super cativante, é aquelas coisas de pai e filho que você só acha que vai ver em filmes, mas que não foge da realidade (o autor foi bastante sincero ao tratar dos problemas que ocorreram durante esse período), afinal, permitir que um adolescente largue a escola pra mostrar filmes para ele não parece a forma mais didática de criar um filho. Mas deu certo, tão certo que esse livro foi uma das coisas que mais me ensinou algo sobre a vida nos últimos tempos.
Então, aproveitem e boa leitura. (ah, e bom filme também!)

PriSampaio.

terça-feira, 30 de março de 2010

Hello Daddy, Hello Mom


Quando eu soube que iria estrear um filme sobre o "The Runaways", eu não contive minha euforia. Porque se tem uma coisa que eu gosto mais do que escutar um hardrockzão farofa, é escutar um hardrockzão farofa de uma banda composta só de bad motherfuckers mulheres. Além do mais, eu confesso ter uma verdadeira queda em relação a filmes rockstars meio anos 70/80 (pra quem nunca viu nada do gênero, eu indicaria "Rockstar", "Almost Famous" e "Velvet Goldmine").
Mas, enfim, voltando ao assunto, eu, na minha extrema euforia fui "googlear" e saber mais um pouco sobre o filme, quem estava produzindo, quem iria estrelar, data de estréia e todo o resto. E qual a minha surpresa quando a primeira coisa que eu leio é "Kristen Stewart no papel de Joan Jett e Dakota Fanning como Cherie Currie". Como assim? A garota tonta e estranha de Crepúsculo fazendo o papel da mulher mais foda do rock e a loirinha tontinha que é até boa atriz, mas que eu ainda prefiro ela como filha de um autista do que no papel da vocalista tresloucada, bêbada e drogada, da girlpower band mais foda de todos os tempos?!
É, não preciso expressar mais minha decepção né?! Isso, porque eu ainda nem tinha lido sobre o fato de que a deusa Lita Ford será nada mais que uma coadjuvante.
Então, pensei comigo mesma, já entendi sobre o que vai ser o filme:"duas 'roqueiras' (odeio esse adjetivo) de 16 anos, lideres de uma das bandas mais loucas dos anos 70, descobrindo um mundo de sexo, drogas e rock n' roll". Nossa, eu até consegui imaginar o narrador da Sessão da Tarde falando isso.
Mas, ok, suponhamos que o filme seja bom e eles consigam adaptar um roteiro legal (afinal a Joan Jett é que está por trás de tudo) e consigam transformar milagrosamente essas duas moçoilas em boas atrizes (não que a Dakota Fanning não seja, mas já expressei a minha opinião sobre ela acima), pelo que eu já vi, eles estão caprichando bastante no figurino e na produção em geral. Na verdade, eu sou preconceituosa sim, mas estou dando o braço a torcer, pelo menos nesse quesito. Eu não acho que o filme será ruim, não acho mesmo. Definitivamente será uma super produção, aclamada pela mídia (pela mídia, eu disse, críticos são outraa história). O que me preocupa é o roteiro, e a direção. Pelo que eu vi, a diretora é uma novata em longa metragem e só tem experiência com clipes de bandas de rock famosas.
É, o que nos resta é esperar pra ver. Ao que tudo indica, o filme tem previsão para estreiar dia 21 de Maio de 2010, aqui no Brasil.
Aqui o trailler do filme, legendado em português, pra vocês.

Pri Sampaio.

sábado, 27 de março de 2010

Sábado em casa,a pedida é música.


O negócio comigo é música, a boa música, seja ela o estilo que for.. pop, rock, samba, funk, o espaço está aberto, e as opções infinitas.
Nesse sábado, o cansaço de uma viagem nos manteve em casa, mas sem perder a animação, logo a minha primeira indicação vai ser o cd desse meu sábado a tarde/noite..
La Roux, não conhece ainda? Aí uma breve apresentação:

La Roux
é um dueto inglês de electropop formado em 2008 por Elly Jackson e Ben Langmaid.

Essa dupla vem tomando espaço nas paradas britânicas e americana, e vale a pena conferir.. serve tanto para um esquenta antes de sair(com músicas mais eletrônicas-dançantes), quanto para aproveitar num fim de sábado em casa
com a levada mais leve das baladas românticas que não perdem a identidade eletrônica.

La Roux, para um UP na sua noite, seja ela qual for.

;)




Como utilizar seus braços?


Como chegar cedo em um lugar cheio de pessoas desconhecidas e ser graciosa? Eu não consigo. Eu tento fazer de tudo: boto meus óculos escuros, ligo o mp3 e finjo que tô escutando a música, aí já acho que todo mundo tá prestando atenção em mim escutando a música, desligo o mp3, olho pro céu, balanço o pé direito, evito contato visual com estranhos... Nada disso funciona. Eu sou a pessoa mais desengonçada da minha vida. Claro, a vida é minha, mas mesmo que fosse a sua, eu continuaria sendo o maior fracasso social dela. Certeza.
Pior é quando um estranho vem conversar com você. Eu sempre acho que passo a impressão pras pessoas de que eu sou um E.T. Não tem como agir como humana nessa situação. Para mim é um suplício eterno de tortura.
Cidadão mexendo a boca de forma inconclusiva e olhando para mim.
"Ele tá falando comigo?"
Tiro o fone.
- Oi, você veio aula passada?
Droga, lá vem a superestimada interação social. Sempre penso em fugir disso fazendo sinais da linguagem de surdos-mudos.

Mas tem uma coisa que é pior que isso tudo. Eu tenho um sério problema com os meus braços quando estou sendo exposta ao campo de visão de outras pessoas. Tem coisa mais sem glamour que braços que não estão sendo utilizados? Eles ficam lá, parados, suspensos no ar. Dá agonia. Hoje o meu professor me chamou para ficar em frente a uma câmera, parada. Se caísse um avião em cima de mim, eu daria um beijo na boca de Deus. Cruzei os braços. "Não, não cruza esses braços, não". Resolvi colocar a mão no bolso. "PORRA, MÃO NO BOLSO?" Botei a mão pra trás da costa. "Não, você não está em campo cantando o hino nacional, Ariadne". Botei a mão no queixo. Depois arranquei meus braços. Brincadeira.
Se algum dia você me olhar assim, desconfortável, sem saber aonde colocar os braços, seja um bom amigo, corte-os fora.
Ps: Não tô pregando mutilação dos meus membros superiores aqui, não. Até porque minhas amigas ririam de mim se eu fosse aleijada. E é possível até que uma delas quisesse me pegar.
Ps2: Ah, esqueci de dizer que odeio braços de outras pessoas também. Eles resolveram FUDER COM A VIDA de todas as fotos que eu tirei no show.

Sentimento loser de hoje desabafado. Abraços.

Didis Oliveira.

sexta-feira, 26 de março de 2010

3... 2... 1... Malzetov!


E era o fim da tarde numa poltrona da Starbucks. O café já tinha feito efeito, pelo menos em duas de nós. Eu gosto de filmes. A Carol quer ser Dj. A Diessika vê nuvens e arco-íris. A Pri trabalha no suprimento de substâncias alucinógenas. Brincadeira. A última parte, pelo menos. Ou não.
Enfim, lá a gente falou de coisa séria, de gente nadando em merda (literalmente), fez gestos obcenos, questionou a heterossexualidade dos passantes, e, entre uma gargalhada e outra, se deu conta de que na nossa cidade não tem gente bonita e descolada que pisca e aponta com o dedo para os conhecidos na rua. Mentira, isso tem aos montes. A parte de ser bonita e descolada não.
A gente se deu conta de que ia ser divertido ter um blog pra falar o que vier na telha. Mostrar o que é legal pra gente nessa cidade, rir, falar de filme, falar de música, fotografar, e fazer uma campanha massiva de doação para voltar para São Paulo. Minha conta eu coloco no próximo post. Sério.
E me respondam: No que é que vocês pensam quando falam 'Pipoca Lúdica'?

Didis Oliveira.

B.B. King e Eric Clapton - three o'clock blues